A igreja de Milão mais importante depois de Duomo

Que a igreja de Milão mais conhecida é o Duomo, é evidente, mas você sabia que a cidade tem um santo padroeiro e que existe uma igreja dedicada a ele?
Sant’Ambrogio (Santo Ambrósio) é o santo protetor de Milão, e a igreja dedicada a ele há o homônimo nome. Este magnífico exemplo romanico na Lombardia está situado na zona central e residencial em uma das áreas de Milão que mais gosto, também de nome Sant’Ambrogio.

Sant’Ambrogio chegou em Milão como prefeito, ele era alemão e tão amado pelo povo, que foi eleito contra sua vontade por aclamação popular como bispo em 374. Seguiu seu mandato como bispo em maneira exemplar, ajudando os pobres e fazendo muitas doações. Uma curiosidade: Ambrogio não era batizado, se batizou depois que virou bispo. O dia de Sant’Ambrogio é 7 de dezembro.

a igreja de Milão

Considerada a segunda igreja de Milão, foi edificada com a reconstrução e expansão de uma antiga basílica fundada no século IV por Ambrogio (século IV), Bispo de Milão, e dedicada aos mártires porque ela foi construída no local onde os cristãos martirizados tinham sido enterrados porque pregavam a fé. Os trabalhos de mudança começaram no século XI e terminaram no século XII. Desde então, é a arquitetura religiosa simbolo da cidade, perdendo apenas para o Duomo de Milão.

O edifício é constituído por dois volumes separados, mesmo se incorporados: o primeiro é o quadrilátero, o segundo é a própria igreja, que é ladeada simetricamente por duas torres sineiras. As únicas aberturas para o esterno são as portas de acesso para o quadrilátero. Este consiste em um pátio ao ar livre rodeado em três lados por arcadas, enquanto o quarto lado corresponde à frente da igreja.

O pórtico, que no cristianismo primitivo era originalmente concebido para acomodar aqueles que, ainda não batizados, não podiam entrar na igreja, serve para dar abrigo aos peregrinos e torna-se o lugar onde se reúnem os cidadãos da cidade de Milão para discutir os problemas.
A fachada é composta por um pórtico com grandes arcos cobertos por uma loggia (a partir dela geralmente o bispo aparecia para abençoar a multidão e os altos magistrados da cidade falavam com os cidadãos).

cidade de Milão

A basílica há uma planta retangular do mesmo tamanho da quadrícula. É dividida em três naves: aquela central é larga o dobro daquelas laterais. O edifício desenvolve-se em largura e comprimento, em vez de altura, dando assim a impressão de uma estrutura maciça, fortemente ligada ao terreno.

basilica de Milão

Basílica de Milão-Sant’Ambrogio

Entrando na igreja, à esquerda do altar, ergue-se o púlpito que consiste em um sarcófago de mármore de descanso em uma estrutura com arcos apoiados em colunas e possui belos relevos.

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O púlpito é constituído a partir de uma caixa de mármore que descansa sobre uma estrutura em arco, por sua vez suportado por colunas. Essa estrutura é coberta com relevos de grande importância para a história da escultura lombarda.

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A cripta, atrás do altar-mor, foi construída na segunda metade do século X, durante os trabalhos de reajustes da área da abside da Basílica para melhor abrigar os restos mortais dos santos que ali estão ainda hoje e são reverenciados: Ambrogio, Gervaso e Protaso.

basílica de Milão

A aparência atual da cripta é devido a alterações do século XVIII, promovido pelo cardeal Benedetto Erba Odescalchi, arcebispo de Milão, e por aqueles do século XIX que seguiram à descoberta do antigo sarcófago e a deslocalização dos corpos de Santo Ambrósio, Santo Gervaso e Santo Protaso, dentro de um compartimento formado sob o cibório, onde se encontra uma urna de prata com os corpos dos santos, seguido em 1897 por Giovanni Lomazzi sobre projeto de Ippolito Marchetti.

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No chão da cripta encontra-se também uma lápide que lembra o local onde originalmente foi enterrada Santa Marcellina, a irmã de Ambrogio, cujos os restos reconhecidos pelo cardeal Odescalchi em 1722, foram transferidos para uma capela na nave direita dedicada a santa.

Dentro da basílica tem também um museu que foi fundado em 1949. O percurso da mostra está dividido em três salas que reúnem parametros sacros e objetos litúrgicos de várias épocas e tecidos do século IV.

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Nele encontram-se algumas das obras que marcaram a vida da Basílica, desde a fundação no século IV por desejo de Ambrogio, até a restauração após a Segunda Guerra Mundial, quando o museu foi criado para preservar os artefatos encontrados durante os trabalhos. Entre os afrescos, tapeçarias e preciosos objetos de arte aplicada como a Urna dos inocentes, destacam-se o extraordinário retrato de Santo Ambrósio e especiais relíquias como sua cama.

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De grande valor histórico e artístico são o Busto de Sant’Ambrogio, do século X, e os fragmentos das persianas de madeira da porta principal da Basílica de Santo Ambrósio, que datam ao século IV-VI.

Esta é uma das atrações interessantes para visitar em Milão. Chega-se facilmente com a linha do metrô verde n° 2 na estação de Sant’Ambrogio.

A basílica e o museu abrem de segunda a sábado das 10h às 12h e das 14h30 às 18. Domingo das 15 às 17h. A entrada na igreja é gratuita, paga-se para visitar o museu.

Damares está dentro do mundo de viagens desde 1987. Morou em Milão de 1990 a 2014, quando se transferiu para cidade de Colônia, na Alemanha. No momento vive na linda região de Lisboa, pertinho do mar! Aproveita sempre da facilidade de viajar pela Europa, conhecendo vários países nesse maravilhoso continente!

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