Sul da França: as Calanques e Mourillon

E nossa viagem continua pelo sul da França!

Assistimos o noticiário à noite no hotel, e dava de novo perigo de chuva, então tomamos a decisão de ir conhecer logo as Calanques, caso não chovesse. Quarto dia de sol, mas com muito vento, o famoso Mistral que passa muitas vezes por ano na região do sul da França chegou meio bravo, mas lá fomos nós. Nos meus programas de viagem, deveríamos pegar o barco em Cassis, mas no centro de informações turísticas de Toulon, nos informaram que poderíamos sair de Bandol, que se encontrava somente a 15km, porque Cassis era mais longe, 43km. Bandol é uma pequena cidade balneária, muito bonitinha. Não foi difícil encontrar nosso ferry boat, reservamos um dia antes por telefone.

Se chamava Atlantide, adoramos o serviço a bordo, os rapazes eram muito gentis e disponíveis. Infelizmente o vento estava forte, e o barco balançava demais, mas a tripulação era super preparada, saquinhos pra todo mundo e ajuda pra quem estava com muita náusea, não vi ninguém vomitar no chão, o francês é chic até pra isso. Nòs resistimos, mas com dificuldade. Deixando essa história de lado, o lugar era lindo, as Calanques são rochas calcáreas enormes que formam golas estreitas que submergem no mar, dando um contraste deslumbrante da pedra com a água azul turquesa.

 

No total são 14 Calanques, é possivel escolher a excursão de 6, 10 ou das 14, nós fizemos aquela de 10, e durou 3 horas. Pelas fotos que vi e as declarações de algumas pessoas pela internet, o passeio mais bonito é a pé, fazendo trilhas e descobrindo paisagens e praias maravilhosas. Já está anotado no caderninho para próxima vez. O passeio saindo de Bandol fica mais longe, porque as Calanques estão em Cassis, economizamos na estrada, mas gastamos muito tempo no ferry boat e pagamos mais caro a excursão. Deveria ter seguido meu esquema, sair de Cassis, mas paciência.

 

Voltando a terra, comemos um lanche (esperamos um pouco pra passar o balanceio do mar e o estômago melhorar). Mais tarde, não sei como minha filha conseguiu, mas ela deu  um mergulho na praia, pois a água estava um gelo por causa do vento forte, eu só coloquei a ponta do pé e fugi.

Nos últimos 2 dias, aproveitamos pra curtir um pouco de praia e relax, a chuva não apareceu, o vento levou as nuvens e limpou o céu. A praia mais famosa de Toulon se chama Mourillon, fica a uns 10 minutos de carro do centro. Oferece um estacionamento enorme e grátis, com um parque grande onde o pessoal tomava sol, com play ground para as crianças, tudo muito limpo e organizado.

 

São 3 praias, apenas uma tinha areia, as outras eram com pedrinhas bem pequenas. Muitas praias do sul da França tem pedras ao invés de areia.

Ficamos impressionados como uma praia de cidade podia ter uma água assim tão límpida e com cor azul turquesa, geralmente encontramos essa situação em praias mais afastadas e semi-desertas. Os bares e restaurantes a beira mar, se encontravam a um nível um pouco mais alto da praia, proporcionando um panorama de dar inveja, onde almoçamos e bebemos ótimos panaches e vinhos rosé bem geladinhos.

No séttimo dia, acordamos cedo, tinhamos 5 horas de viagem pela frente até Milão (voltamos pela auto-estrada), e antes passamos na La Londe para comprar os vinhos.

Pena que acabou, mas já estamos com planos para um retorno muito em breve.

Aqui vão algumas  dicas para viajar pelo sul da França:

  • O pedágio na França é bem caro, a água comprada nos bares e restaurantes são carissimas, ½ litro € 2, procure comprar no supermercado, custa a metade.
  • A França é a pátria do cachorro, podem entrar em quase todos os lugares (viajamos com a nossa cachorrinha), são poucos os locais que não o aceita, como a praia de Mourillon por exemplo.
  • Os franceses falam quase sempre em francês com o turista, não se preocupam muito se o coitado está entendendo ou não (como com nós, falavamos em inglês e eles respondiam em francês), mas foram sempre gentis e educados conosco.
  • A gasolina varia muito de preço, nas redondezas de Toulon achamos posto de gasolina com boas promoções, então rode um pouco pelos postos antes de encher o tanque.
  • Se quiser ver as plantações de alfazema, faça a viagem no mês de julho (nós não pegamos mais, pelo menos onde estávamos ja tinha passado do período).
  • Compre um mel de alfazema, o sabor é muito delicado e gostoso.
  • A maioria das praias no sul da Fança são livres, todas com chuveiro e banheiro limpo. Na Itália a maioria das praias são privadas, precisa pagar pra sentar e pegar sol, coisa que até hoje não me acostumei muito.
  • Passe um dia na ilha de Porquerolles, se encontra no arquipelago de Hyeres, é considerada um paraíso incontaminado. A melhor opção é saindo do porto de Giens, com uma travessia de somente 15 minutos (não podemos conhecer esse paraíso, porque meu marido tinha operado o joelho a pouco tempo, e para conhecer bem a ilha, o ideal é rodar de bicicleta).

Damares está dentro do mundo de viagens desde 1987. Morou em Milão de 1990 a 2014, quando se transferiu para cidade de Colônia, na Alemanha. No momento vive na linda região de Lisboa, pertinho do mar! Aproveita sempre da facilidade de viajar pela Europa, conhecendo vários países nesse maravilhoso continente!

contato1@keviagem.com

Comentários
  • Damares Lombardo

    Adoro ir a França e meu 4° verao que passo a regiao de Morillon ate Avignon e Fantastica. e Nice e tudo de bom….

    25 de dezembro de 2011

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